:: Monumentos
  • Castelo de Moura

O Castelo de Moura encontra-se implantado no ponto mais elevado da actual cidade, sobre um castro pré-romano numa posição inter-fluvial. Pensa-se que a sua fundação remonta ao tempo dos Tebanos. A essa posição estratégica alia-se a existência de nascentes de água permanentes e a proximidade das áreas de exploração agrícola e mineira e das vias de comunicação.
A área fortificada, que ronda os 23000 metros quadrados, com cerca de 200 metros de comprimento e 120 de largura máximos, testemunha diferentes épocas construtivas.

Destaca-se, a torre em taipa do período islâmico, sobranceira ao edifício da Biblioteca Municipal, cuja construção deverá datar da última fase do império Almohada (final do século XII / princípio do século XIII), uma torre circular que dá para a o Jardim Dr. Santiago, que a tradição diz ser a da tragédia da moura Salúquia, e uma lápide que comemora a edificação de uma torre, também, datada dos meados do séc. XI
Após a reconquista definitiva, em 1232, D. Dinis mandou edificar um novo castelo sobre as ruínas do antigo, sendo então construídas cinco torres e outros tantos baluartes. Em 1510, D. Manuel I mandou reconstruí-lo sob a orientação do mestre Francisco de Arruda.

A torre de menagem apresenta-se ainda bem conservada, graças aos cunhais de mármore rijo. É quadrada na parte exterior, sem janelas e coroada por ameias piramidais. Possui uma única sala octogonal de abóbada ogival, em que os arcos se apoiam em delgadas colunas. Subindo ao terraço pela sua escada em caracol podemos admirar uma magnifica paisagem.
A classificação do recinto como Imóvel de Interesse Público (desde 1944) engloba, igualmente, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e as ruínas do Convento das Dominicanas, edificado no séc. XVI.

Muralha Moderna
A construção desta muralha iniciou-se em 1657, no quadro da Guerra da Restauração. Nela participaram vários engenheiros que construíram uma fortificação moderna de acordo com as regras da engenharia militar da altura. Era constituída por baluartes, meios-baluartes, cortinas, revelins, contra-escarpa, estrada coberta e esplanada. Possuía quatro portas (Porta do Carmo, Porta do Fôjo, Porta de São Francisco e Porta de Santa Justa). A sua construção ficou concluída na primeira metade do séc. XVIII.
Moura deixou de ser Praça Fronteiriça em 1805 e este facto levou à ruína quase completa das muralhas medievais que foram aproveitadas para a produção de salitre. Parte da fortificação moderna terá sido parcialmente destruída em 1707, quando a Vila foi ocupada pelo Duque de Osuna e foi demolida no séc. XIX por razões de segurança e necessidade de expansão urbana.
A parte que hoje pode ser observada foi considerada Imóvel de Interesse Público, em 1943.

4ª feira a Domingo: 09:00 / 17:00

Encerra à 2ª feira e à 3ª feira de manhã

Encontra-se implantado no ponto mais elevado da actual cidade, sobre um castro pré-romano numa posição inter-fluvial.
 
  • Igreja e Claustro do Convento do Carmo

Classificados como Imóveis de Interesse Público, desde 1944, formam um conjunto rico em história e em estilos arquitectónicos que vão desde o gótico, ao renascentista e ao manuelino. Foi edificado, no reinado de D. Afonso III, no local onde se erguia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Luz, por cavaleiros da Ordem de Malta e alguns frades carmelitas que entraram em Portugal no reinado de D. Sancho II. Templo de grande valor arquitectónico e etnográfico foi sede da Ordem Carmelita, em Portugal, e o primeiro convento desta Ordem na Península Ibérica.
Nuno Álvares Pereira fez grandes doações ao convento e daqui levou os frades para fundar o Convento do Carmo em Lisboa, no ano de 1397.

 
  • Igreja de Santo Agostinho

Com o aumento da população, foi necessário construir outra igreja paroquial, D. Filipe II ordenou que a Capela de Santo Agostinho constituísse uma nova paróquia. Face ao mau estado do templo foi necessário um novo edifício, cuja construção se iniciou em 1680 no Rossio da Glória (actual Praça Gago Coutinho). Em 1681 foram transportadas para a nova igreja as imagens existentes no antigo edifício. A fachada é simples.

  • Convento de São Francisco

Este convento foi fundado em 1547, altura em que contou com inúmeras contribuições, em especial do Rei D. João III que tinha um afecto especial pela Ordem Franciscana, tendo doado aos franciscanos um pequeno bosque em Moura com uma casa de campo, para que aí fosse instalado o Convento de São Francisco.
Apesar de a data da construção remontar a 1547, a obra foi demorada e somente foi concluída em 1693, data em que terminou a construção do adro e da porta da igreja.
Vários foram os contributos para a construção deste edifício, mas entre eles destaca-se o de D. Isabel de Moura, que custeou a construção da capela-mor.

O claustro foi construído por vontade do padre, Frei Martinho de Santo António, da família dos Vieiras.
Luís Pereira de Sequeira foi o responsável, no século XVII, pela construção da abóbada da igreja e consta que, havendo falta de materiais, os que estavam destinados a esta construção foram aproveitados na fortificação da praça, tendo parte da igreja sido coberta com um lanço de telha vã e ficando o restante a descoberto.
Com a extinção das ordens religiosas, algumas partes do convento foram desmanteladas ou reaproveitadas. Tal foi o caso do portão de entrada do campo de futebol D. Maria Vitória, que ostenta cantaria pertencente a este edifício. Digna de admirar pela sua magnificência é a capela lateral da Vieira, uma das mais belas do distrito de Beja, construída em forma de concha e dedicada a “Asumptio Beatae Mariae Virginis”.

 
  • Igreja de São Pedro

De inspiração maneirista e volumetria sóbria, marcada por elementos estruturais clássicos, esta igreja foi sede de Colegiada e declarada Imóvel de Interesse Público em 1963. A Irmandade de S. Pedro não tinha igreja própria, até que, em 1600, o prelado da diocese obteve autorização do Papa para levar a imagem de S. Pedro para uma casas térreas, propriedade de D. Brites Lourenço Estibéria, que recebeu em troca um olival, transação que obteve provisão de Filipe III.

Construída com o auxílio económico da população, a obra ficou concluída em 1674, segundo se lê na inscrição do seu portal. No séc. XX (anos 90) foi utilizada exclusivamente como capela mortuária até que, em 17 de Dezembro de 2004 depois de sofrer obras de restauro foi aberta ao público como Museu de Arte Sacra. O seu interior, de uma só nave, está revestido de azulejos do séc. XVII de grande valor e raridade.

 
  • Igreja de São João Baptista

No local onde já existia uma capela de invocação a S. João Baptista, provavelmente construída pela Ordem dos Cavaleiros de S. João de Jerusalém, concedeu D. Afonso V licença, em 1461, para edificar um templo mais amplo.
No reinado D. Manuel I, em 1502, foi reconstruída, apresentando, actualmente, elementos característicos do estilo manuelino. A frontaria é singela, com a torre pela esquerda e um exuberante portal manuelino de colunas torcidas picadas de bolas e esferas armilares rodeando o escudo nacional e, por baixo, o escudete com as cinco chagas de Cristo. Na torre existe um balcão com colunas góticas, ferro forjado e rodapé de azulejos policromos, do séc. XVII, onde se celebrava a missa dominical para os presos da cadeia que se situava em frente. A porta lateral é também manuelina, mas menos ornamentada.
O interior é constituído por três naves com quatro vãos de arcos ogivais construídos sobre pilares oitavados, cujos capitéis ostentam cordas, mós e bolas. O púlpito, construído em mármore, e também de estilo manuelino, situa-se do lado da epístola, A capela-mor e as capelas laterais são forradas de azulejos policromáticos do séc. XVII.
Na Capela das Almas encontram-se vários painéis de azulejos que representam a Caridade, a Fé, a Esperança, a Igualdade a Temperança e a Fortaleza. Sofreu as últimas obras de restauro em 1940. É monumento nacional.

 
  • Edificio dos Quarteis

Construído no séc. XVIII, esta construção foi destinada à habitação dos militares dos Regimentos de Infantaria e Cavalaria, instalados na praça forte de Moura, durante as Guerras da Restauração e da Sucessão. Em 1855, os documentos indicam a existência de oito casernas altas e doze baixas do lado da fachada principal, doze altas e doze baixas do lado oposto. A capela, que servia a devoção do regimento, conhecida como Igreja do Senhor Jesus dos Quartéis, era sede da capelania militar e nela existiu uma irmandade formada por militares, sob a invocação da padroeira da vila, Nossa Senhora do Carmo, com grande projecção na época.

Este edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1967, conjuga a arquitectura civil pública e religiosa e é um dos raros exemplos de edificações construídos de raiz para alojar militares. É, igualmente, um bom exemplar de arquitectura tradicional alentejana, com as chaminés típicas e a utilização de materiais da região, formando um conjunto de notável equilíbrio de volumes e um belo efeito de claro-escuro, conseguido pelo contraste das arcarias das fachadas anterior e posterior com a simetria dos vãos do pavimento superior deitando sobre a varanda do passadiço. O orago foi objecto da devoção das gentes da zona raiana, de Portugal e Espanha.

 
  • Bica de Santa Comba

Chafariz reconstruído em 1891, construído sobre outro já assinalado na planta de Duarte d’Armas, cuja existência parece datar do séc. XVI. A água que abastece esta fonte provém de uma das três fontes situadas no recinto do Castelo, com reconhecidas propriedades minero-medicinais.
Possui uma estátua da Santa que, em Córdoba, terra do seu nascimento, padeceu o martírio no ano de 853, durante a peregrinação aos Cristãos no reinado do Califa Mahomet.

 

 

:: Museus
  • Museu Municipal
A primeira tentativa de criar um museu em Moura data de 1884, altura em que um grupo de mourenses recolheu um espólio arqueológico significativo, mas o desejo de preservar e expor ao público todo o espólio arqueológico apenas foi concretizado em 1915, foi então instituído a Biblioteca-Museu que tinha as secções de: Pré-História, Época Romana e Etnografia Portuguesa.
Em 1993, a Câmara Municipal de Moura considerou esta colecção de elevada importância arqueológica e merecendo por isso um espaço próprio, o museu deixa então de partilhar o espaço com a Biblioteca Municipal e é transferido para um antigo celeiro comum conhecido como a “casa do rato”.
Trata-se de uma exposição permanente, onde poderá ser apreciada uma grande variedade de materiais arqueológicos (da Pré-história ao séc. XVIII), etnografia africana, armaria e arte sacra.

3ª feira a 6ªfeira: 09:30 / 12:30; 14:30 / 17:30

Sábado e Domingo: 10:00 / 12:00; 14:00 / 16:00

Museu Municipal
Rua da Romeira, 19
7860-141 Moura
Telf.: 285 253 978

 

 
  • Museu Alberto Gordillo - Joalharia Contemporânea

Instalado em pleno centro histórico da cidade de Moura, num edifício oitocentista que até à década de 80 foi utilizado como quartel dos bombeiros.Este espaço museológico acolhe um núcleo inicial de mais de 200 peças do artista Alberto Gordillo, e contempla ainda o funcionamento de ateliês e espaços de trabalho no primeiro piso do edifício.

Trata-se de uma iniciativa QREN, apoiada no âmbito do INALENTEJO, cujo investimento ascendeu a 457.065,13€, com co-financiamento FEDER de 365.652,10€.

Terça a Domingo - 9.30h/12.30;14.30/17.30h

Museu Alberto Gordillo - Joalharia Contemporânea

Rua da Vista Alegre

7860 - 143 Moura

Telefone - 285 253 579
 
  • Museu de Arte Sacra
Situado na antiga Igreja de S. Pedro e aberto ao público desde 2004, este museu pretende dar a conhecer em regime de rotatividade, designadamente através da organização de exposições temporárias, as coordenadas fundamentais do património eclesiástico do concelho e do arciprestado de Moura (de que fazem parte também as paróquias dos concelhos de Barrancos e Serpa). A exposição Visões do Invisível significa um primeiro passo nesse sentido, revelando um conjunto de peças de marcado carácter devocional e litúrgico que, apesar de terem sido, na sua maioria, retiradas há décadas dos altares, constituem referências de primeira ordem para o conhecimento das tradições religiosas do Baixo Alentejo. Grande parte das peças que ali se encontram são do concelho, a maioria das jóias foram oferecidas à padroeira (Nossa Senhora do Carmo).
Preço Médio € 1,00
3ª feira a 6ª feira: 10:00 / 13:00; 14:30 / 17:30
Museu de Arte Sacra
Rua da República, 18
7860-244 Moura
Telf.: 285 251 421
 
  • Lagar de Varas do Fojo
Detendo a classificação de “Imóvel de Interesse Público”, o Lagar de Varas do Fojo, como é denominado, evolui do sistema romano de produção de azeite e conheceu um período activo de laboração de exactamente um século (1841-1941). Este lagar é o testemunho fiel do fabrico do azeite sem recurso a máquinas, mantendo toda a tradicionalidade, em que a única mola propulsora era a força animal. A sua autenticidade e o seu estado de conservação faz com que o Lagar de Varas do Fojo seja um exemplar raro na península Ibérica.

3ª feira a Domingo: 09:30 / 12:30; 14:30 / 17:30

Lagar de Varas do Fojo
Rua São João de Deus, 20
7860-068 Moura
Telf.: 285 253 978
 

 

:: Outros Locais
  • Barragem de Alqueva
A Barragem de Alqueva, localizada a 10 minutos da cidade de Moura, é a sétima maior barragem de Portugal (tem 96 metros de altura), situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da fronteira espanhola. É o maior lago artificial da Europa, com 250 km2 de superfície. A sua capacidade, 4.150 hm3, permite a conquista do título de maior reservatório de água português.

 

  • Jardim Dr. Santiago
É o principal jardim de Moura, fica localizado no centro da cidade tendo para oferecente excelentes paisagens da planície alentejana, Barragem de Alqueva e Piscina Municipal de Moura.

À entrada está localizado o Estabelecimento Termal cuja actual feição remonta ao final do século XIX

 

Fonte: www.mouraturismo.pt

 

  * O Hotel Santa Comba fica localizado no centro da cidade de Moura, a cerca de 150 metros do Posto de Turismo e do Jardim Dr. Santiago, estando a cerca de 50 metros do Castelo de Moura.

Por se encontrar no centro da cidade, na maior parte dos casos, proporciona excelente condições de acesso aos locais visitáveis na cidade, sem necessitar de recorrer a qualquer veiculo de transporte.
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